terça-feira, 24 de abril de 2012

Nódulo Pulmonar

   Na maior parte das vezes o nódulo pulmonar único é um achados radiológico incidental em paciente assintomático. A prevalência na radiografia de tórax é de 0,1 a 0,2%. 
   Muitas são as causas:doenças infecciosas, inflamatórias, congênitas, vasculares e neoplásicas. A prevalência de malignidade é baixa para pacientes mais jovens e não fumantes. 
    Dados clínicos e os métodos de imagem podem ajudar na conduta.
   Dos nódulos detectados pela radiografia 20% não são nódulos pulmonares, mas pseudolesões por osteófitos ou fraturas costais, lesões cutâneas, sobreposição de imagens, sombra mamilar ou artefato radiológico. Apesar de incidências oblíquas ou da fluoroscopia ajudarem em alguns casos, o melhor método para a certificação diagnóstica é a TC.
   A TC é capaz de confirmar o diagnóstico e caracterizar melhor a lesão. Alguns aspectos devem ser observados na TC:
a)Tamanho da lesão: de modo geral, quanto menor o nódulo, maior a chance de que seja benigno; 80% dos benignos medem menos que 2 cm. Contudo, o pequeno tamanho não descarta a possibilidade de malignidade.
b)Margens e contornos do nódulo: O único aspecto que é relativamente específico para lesão maligna é o contorno irregular, com margens espiculadas, principalmente se associado a distorção dos vasos adjacentes. 
c) Características internas: pode ter calcificações dos seguintes tipos: central, difusa, “em pipoca” e periférica. Os 3 primeiros são geralmente encontrados em nódulos benignos, sendo que o aspecto “em pipoca” está associado ao diagnóstico de hamartoma. A calcificação periférica é incaraterística, podendo ser vista em nódulos benignos ou malignos.
     Para nódulos incaracterísticos pode-se comparar o exame de imagem atual com o anterior. O nódulo estável por 2 anos é considerado benigno. Se o paciente não tiver exame anterior, analisa-se o risco de carcinoma. Caso o risco de carcinoma seja baixo (< 10%), pode-se realizar controle por TC após 3, 6, 9, 12, 18 e 24 meses, avaliando-se sistematicamente a taxa de crescimento da lesão.
      Caso o risco de malignidade seja intermediário (10-60%), deve-se recorrer a outros métodos, como realização da TC após injeção dinâmica de contraste, tomografia por emissão de pósitrons (PET), biopsia transtorácica guiada por TC ou broncoscopia, caso haja possibilidade de biopsia transbrônquica. Se estes exames forem negativos para malignidade, pode- se, então, realizar controles periódicos por TC .

Tomografia: nódulo benigno


Tomografia: nódulo maligno



Atualização Terapêutica 2007











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